terça-feira, 31 de julho de 2012

Jornal austríaco usa montagem em foto de família deixando cidade síria


 

Jornal austríaco usa montagem em foto de família 

Jornal Austríaco

Como manipular as imagens da Síria

 
Pelo que se vê, para alguns é certamente fácil: se tira uma foto distribuída por uma agência de notícias que reflete uma cena cotidiana em alguma cidade Síria (se puder com um bebê nos braços, melhor), pegue o Photoshop ou algum programa similar de retoque fotográfico, desapareça com o fundo original e sustitua pelo cenário de um bombardeio. E “voilà”, aqui temos uma cena dramática que dará a volta ao mundo.
A tosca manipulação não é obra de nenhum grupo radical nem foi distribuida através de fórums ou redes de Internet. Foi realizada e publicada, nada mais e nada menos, que pelo ‘Kronen Zeitung‘, o jornal de maior tiragem da Áustria (com uns 3 milhões de leitores diários), e com ela queria ‘ilustrar’ o desespero dos habitantes de Alepo inmersos na guerra que destrói o país.
A foto original foi tirada e distribuída no passado 26 de julho pela agência European Pressphoto (EPA). A manipulação foi publicada dois dias depois.
Isso sim, a fraude sim foi colocada em evidência, uma vez mais, na Rede. Para que logo nos venham com isso de jornalismo ‘sério’ versus ‘os perigos’ da Internet e ou mídia social.

domingo, 29 de julho de 2012

Polícia inglesa reprime protesto anti-olímpico

Policiais e manifestantes entraram em confronto, nesta sexta-feira, dia 27 de julho, em Londres, próximo a cerimônia de abertura das Olimpíadas.

Segundo o canal Russia Today, a Polícia utilizou gás de pimenta para conter o protesto anti-olímpico. Vários ciclistas que participavam da manifestação nos arredores do Estádio Olímpico foram presos..

Um vídeo colocado no YouTube por uma testemunha mostra policiais agredindo um homem.
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A industria bilionária da fabricação de doentes

Os vendedores de doenças
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.

Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune o seu desespero por ver o mercado potencial da sua empresa confinado somente às doenças. Explicando que preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley’s – fabricante de gomas de mascar – Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às pessoas… saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de “vender para todo mundo“. Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de quinhentos bilhões dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença – mudando assim literalmente o que significa ser humano. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.

A fabricação das “síndromes”
A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndromes graves, de tal modo que a timidez torna-se um “problema de ansiedade social”, e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada “problema disfórico pré-menstrual” . O simples fato de ser um sujeito “predisposto” a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si.

O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais farmacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos – e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.

De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado “A arte de catalogar um estado de saúde”, Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para “favorecer a criação” dos problemas médicos. 

Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova “disfunção”. Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-menstrual – uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Produtor distribui laranja em protesto


Para chamar a atenção para a crise do setor, manifestantes também jogaram suco fora durante ato em Taquaritinga. 
Segundo representante das fábricas, há encalhe de 73 milhões de caixas de laranja; outras 10 milhões já estragaram



Frutas foram oferecidas a moradores de Taquaritinga na manifestação, realizada ontem


JOÃO ALBERTO PEDRINI
DE RIBEIRÃO PRETO



Produtores de laranja realizaram ontem um protesto para chamar a atenção para a crise que atinge o setor da citricultura. Os manifestantes distribuíram suco e fruta para a população, no centro de Taquaritinga, uma das principais cidades produtoras do país.

Previsão da CitrusBR (que reúne os principais fabricantes de suco do país) aponta uma sobra de 83 milhões de caixas (de 40,8 kg) neste ano. Desse total, 10 milhões já estragaram nos pomares.

"Se nenhuma medida for tomada, os outros 73 milhões [de caixas excedentes] vão estragar nos pés", diz Frauzo Ruiz Sanches, presidente do Sindicato Rural de Ibitinga e Tabatinga, que promoveu a manifestação.
Ele diz que o objetivo é sensibilizar os governos para amenizar a crise, reflexo da sobra de boas safras, queda no consumo, crise econômica mundial e alta dos estoques.

"Os governos precisam permitir a renegociação de dívidas dos produtores. Também poderiam comprar fruta para distribuir em programas sociais ou na merenda escolar." Segundo ele, foram distribuídos ontem quatro caminhões de laranja.

REUNIÃO EM BRASÍLIA

O Ministério da Agricultura afirma que uma reunião deve ser realizada, em Brasília, no Conselho Monetário Nacional, para debater proposta que prevê a fixação de um preço mínimo para a caixa de laranja, com base na média do custo variável de produção, pesquisado pela Conab nas diferentes regiões produtoras do país.
Esse custo está hoje em cerca de R$ 9 por caixa, de acordo com os produtores.

A solução proposta pelos técnicos do governo federal é o estabelecimento de um PEP (Prêmio para Escoamento de Produto).

Trata-se de uma subvenção econômica concedida pelo governo por meio de leilão público, que seria utilizada pelo arrematante para compra de produtos pelo valor de referência (preço mínimo) garantido pela União.

O tema não entrou na pauta da reunião do conselho realizada ontem, mas deve ser convocada uma extraordinária na próxima semana para deliberar sobre o assunto.

A Secretaria de Estado da Agricultura informou que "não é razoável pedir que o governo compre a produção excedente, estimada em 80 milhões de caixas de laranja, quando o consumo do país é de 35 milhões de caixas".

Acrescentou que o governo estadual tem participado de reuniões constantes com os representantes da cadeia da citricultura para estudar estratégias para minimizar os impactos da crise.

sábado, 21 de julho de 2012

“A sociedade atual é modelada pelo medo”


A sociedade atual é modelada pelo medo: medo da fome, medo do desemprego, medo da pobreza, medo do terrorismo, medo da guerra, medo das alterações clima, medo de epidemias e medo de estranhos. Medos de inimigos visíveis e invisíveis, alguns reais e outros criado e impingidos à nossa sociedade. Sob o medo da fome, milhares são obrigados a emigrar, deixando para trás o seu país e, por vezes, a sua cultura, em nome da abundância e prosperidade que nem sempre correspondem à realidade. Sob o medo do desemprego, as pessoas são levadas a aceitar empregos degradantes, tanto para a mente como para o corpo, tornando-se quase escravos dessa parca fonte de rendimentos, que poderá cessar quando já não servir os interesses dos patrões.”
Pedro Cipriano
Nova Águia, número oito

Nas justas palavras de Pedro Cipriano, depois da Idade da Pedra, da Idade do Bronze, do Ferro e do Aço, vivemos hoje numa autêntica “Idade do Medo”. O termo pode parecer exagerado, mas de facto nunca houve tantos direitos e garantias formais e nunca estes foram tão falhos de aplicação. Teoricamente, vivemos num Estado de Direito, na prática, viemos condicionados de múltiplas maneiras e os poderosos possuem hoje à sua disposição de um leque cada vez mais abrangente de ferramentas para imporem a sua vontade sobre os mais fracos.
Os dois principais mecanismos que deviam assegurar a democracia contra os tiranos (económicos ou políticos) estão sequestrados: a Justiça é livremente manipulada pelos ricos que abusam do recursos e das prescrições para a subverterem e a Democracia Parlamentar que está limitada pelo monopólio da partidocracia,  da bovinização popular induzida pelos Media (reféns do poder económico) e por valores absolutamente notáveis de abstencionismo crónico.
O Medo manda. Os poderosos aplicam-no em doses cuidadosamente calculadas por forma a manterem uma ilusão de legalidade e democracia e os pobres aceitam-no sem protestarem enquanto se deixam entreter (pão e circo) por doses massivas de Bola e “diversão” de massas,  docilizante e acefalizante.  Condicionado pelo Medo, o Povo vegeta e, com ele,  todo um país que se deixa assim resvalar para um regime cada vez mais autocrático e sujeito aos grandes especuladores e “empresários” não-produtivos.
Portugal é hoje o País de múltiplos medos e,  sabendo-se que teremos durante pelo menos dez anos,  taxas de desemprego superiores a 12% então estão criadas todas as condições para que esta situação seja cada vez mais intensa e severamente penalizadora da própria energia anímica do país para o conseguir fazer erguer da situação quase terminal em que hoje se encontra.

Fonte: Quintus

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Kadima deixa coalizão de governo em Israel

Shaul Mofaz, líder do partido Kadima em Israel
O partido Kadima anunciou nesta terça-feira que saiu da coalizão de governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu por causa de um desentendimento sobre a obrigatoriedade do serviço militar para judeus ultra ortodoxos.
O Kadima é o maior partido no Parlamento israelense e ingressou na coalizão em maio, evitando assim a antecipação do pleito.
Netanyahu perde assim a ampla maioria entre os legisladores. O premiê negou especulações de que, após a saída do Kadiam, convocaria eleições.
O mandato atual do Parlamento israelense acaba em outubro de 2013
Atualizado em  17 de julho, 2012 - 15:02 (Brasília) 18:02 GMT


Israel derruba a isenção de judeus ultraortodoxos e árabes do Exército

O partido governante de Israel, Likud, aprovou por unanimidade um plano que acabaria com as isenções ao serviço militar dos judeus ultraortodoxos e dos árabes israelenses.
A questão é polêmica em Israel, onde milhares de pessoas que serviram no Exército se manifestaram para pedir que a responsabilidade seja compartilhada entre todos os cidadãos do país.
Após a votação, o governo afirmou que o presidente Binyamin Netanyahu chegou a um acordo com o líder do partido Kadima, Shaul Mofaz, que participa da coalizão do governo, para criar uma comissão que elabore a proposta de uma nova lei de recrutamento.

Atualizado em  8 de julho, 2012 - 10:11 (Brasília) 13:11 GMT


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Brasileiros fogem da crise em Portugal e pioram situação de pequenas cidades


A garrafa de cachaça quase cheia denuncia: faltam clientes brasileiros no Bar do Armando, no centro de Ericeira, em Portugal.

A pequena cidade a 50 km de Lisboa é um dos redutos de imigrantes do Brasil. Com a crise na Europa, porém, retornaram ao país, secando a economia de cidades inteiras.

Nos povoados da Costa da Caparica, onde a baixa de brasileiros foi maior, supermercados vendem até 60% menos, pequenos shoppings foram abandonados, restaurantes ficaram vazios e 40% de agências imobiliárias pararam de funcionar.

Com menos contribuições, a prefeitura teve que cortar vencimentos de funcionários.
"Os brasileiros eram consumidores diários. Com certeza afetou bastante nossa economia", diz à Folha o prefeito das vilas da Costa da Caparica, Antonio Neves.

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Fonte: Folha de SP

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Viciada em coca-cola precisa ser internada


Quando o desequilíbrio toma conta e você perde completamente o domínio sobre o vício. Tomar refrigerante quando está em uma festa ou durante as refeições parece normal. A britânica Zoe Cross, de 18 anos, tomava cerca de 8,4 litros de coca cola por dia. Aproximadamente 24 latinhas. Devido ao vício, seu corpo foi ficando cada vez mais debilitado, o que levou ao seu internamento em um hospital de Milnrow, na Inglaterra.
Agora, a jovem não pode mais ingerir a bebida e os médicos a alertaram: “Ou para, ou morre”. Zoe disse que seu organismo não está suportando mais. “Os médicos disseram que o meu corpo não poderia aguentar a grande quantidade de cafeína e açúcar e me advertiram que o meu fígado poderia parar se eu não abandonasse o vício.”
A adolescente começou a tomar grandes quantidades do refrigerante depois que passou a trabalhar em uma rede de fast-food, que permitia que os funcionários bebessem à vontade. Após sair do hospital, Zoe decidiu reduzir o consumo para apenas dois litros diários e luta para largar o vício de vez. Mesmo ingerindo quantidades meno r do refrigerante Zoe continua tendo problemas de saúde.

sábado, 7 de julho de 2012

"A música é uma língua e pode ser aprendida como as crianças aprendem qualquer língua: ouvindo e imitando."

Lenine: Paciência



 Mesmo quando tudo pede                 
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Mundial e Jogos Olímpicos expulsam 170 mil brasileiros de Casa

Pelo menos 170 mil pessoas estão a ser desalojadas no Brasil para permitir a construção de estádiosestradas e hotéis para o Mundial-2014 e Jogos Olímpicos-2016.

Veja aqui  mais detalhes do Contador



O Brasil, país organizador do Mundial-2014 de futebol e dos Jogos Olímpicos-2016, está a apostar forte para brilhar na história dos dois maiores eventos desportivos à escala mundial: ampliação e modernização da rede de transportes públicos, melhoria nas infraestruturas urbanas, novas estradas, novos estádios e renovação de instalações desportivas já existentes.
Mas nem tudo o que reluz é ouro. O lado sombrio é que estas obras, em curso desde 2011 em 12 cidades brasileiras, estão a expulsar milhares de pessoas das suas casas e estabelecimentos comerciais, deitados abaixo de maneira arbitrária. 



Os desalojamentos e deslocamentos para permitir o levantamento de estádios, hotéis, condomínios de luxo, estacionamentos e estradas sucedem-se no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Recife, Natal, Salvador, Manaus, Cuiabá, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre, em nome da "revitalização" destas áreas que terão visibilidade durante os eventos.
A par dos protestos da população afetada, maioritariamente pobre, empurrada para casas na periferia, longe das suas redes de inserção económica, social e cultural e, via de regra, em locais carentes de serviços públicos, noutros casos compensada com indemnizações irrisórias (pelo valor construído do imóvel) ou simplesmente expulsa.  



Favelas Camufladas

O caso mais emblemático é o da favela do Metrô, no Rio de Janeiro, nas imediações do estádio do Maracanã, que será palco das cerimónias de abertura dos dois eventos desportivos. Com cerca de 40 anos de existência, a área ocupada pela comunidade faz parte do projeto Complexo Maracanã para o Mundial-2014 e vai dar lugar a um parque de estacionamento, conforme as exigências da FIFA.


 A Câmara do Rio de Janeiro deu um "prazo máximo de 0 dia(s)", em documento oficial, para a desocupação da comunidade.No ano passado, a favela da Maré, localizada entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim e a Zona Sul do Rio de Janeiro - foi cercada com um muro acústico. De acordo com o Observatório de Favelas, o ActionAid e o Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Favelas e Espaços Populares, 73% dos moradores acreditam que o muro foi construído apenas para esconder a favela, fazendo parte do processo de maquilhagem do espaço urbano em virtude da realização do Mundial de futebol e dos Jogos Olímpicos.

Para mais esclarecimento assista aos Videos aqui