sexta-feira, 6 de abril de 2012

No País da Maravilhas Cresce a Bolha dos Indignados(Parte 2)

Querido leitor,o post anterior falou sobre como anda a situações dos espanhoís e sua saga em busca de emprego. Agora vamos falar como anda as coisas por aqui no nosso país.Nos últimos dias tenho escutado muito o termo País das Maravilhas quando se referem ao Brasil nos meios de comunicações. Meditando sobre está frase me recordei de ter ouvido no rádio o locutor fazer referencia a edição de uma determinada revista na qual trazia o assunto: Chineses disputam vagas de emprego em SP e no Rio de Janeiro.

Novidade isto não é pois, não é de hoje que estrangeiros estão a circular por aqui atrás de oportunidades de emprego que não encontram em seu país de origem. Visto que quando aqui chegam recebem tratamento de primeira e lhe são oferecidas as melhores vagas . Interessante é o fato de que para os nacidos aqui neste País da Maravilhas não há empregos. Segundo recente pesquisa realizada pelo IBGE o  desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e  Estatística (IBGE) aumentou de 5,5% em janeiro para 5,7% em fevereiro, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego.

Em fevereiro, a população desocupada somou 1,4 milhão de pessoas.

Por regiãoEm fevereiro, sobre janeiro, São Paulo registrou taxa de desocupação de 6,1%, após ter exibido 5,5% na apuração anterior. Na comparação anual, o índice recuou em Recife, Salvador e Belo Horizonte. No Rio de Janeiro, subiu e, em Porto Alegre, ficou estável.
A quantidade de desocupados somou 1,4 milhão de pessoas nas seis regiões pesquisadas, ficando estável sobre o mês anterior. O contingente de desocupados cresceu 12,5% em São Paulo e ficou estável nas outras regiões. Na comparação com fevereiro de 2011, o contingente de desocupados caiu 8,6%. Os maiores destaques partiram de Recife, Salvador e Belo Horizonte (24,4%). 

Nota: A entrevista abaixo foi realizada no final do ano passado durante uma cerimonia de graduação na qual os recém-formados revelam suas frustrações e indignação em saber que o mercado de emprego não é capaz de absorver-los.

Mercado de emprego é sombrio e penoso para recém-graduados

Revelaram os próprios ao Canalmoz durante a cerimónia de graduação

  Na sexta-feira foram graduados 988 estudantes de diversos cursos e níveis académicos, pela Universidade Eduardo Mondlane. Esta graduação acontece numa altura em que os recém-formados reclamam contra a falta de oportunidade de emprego no mercado. A maioria dos graduados abordados pela nossa Reportagem não escondeu a sua indignação por o mercado de emprego não estar capaz de os absorver  

Maputo (Canalmoz) – Estão formados, têm um diploma mas não têm perspectiva de emprego. Muitos que os antecederam continuam sem emprego. O seu futuro é sombrio. A alegria de receber o diploma é de pouca dura. A história repete-se. Os graduados pela Universidade Eduardo Mondlane na última sexta-feira, na sua esmagadora maioria, admitem que estão “mal”. Sem emprego. O mercado de trabalho não consegue absorvê-los. A procura de emprego tem sido, para milhares de graduados em circunstâncias idênticas anteriores, a luta dia-a-dia. 

Planeia-se muito, alimentam-lhes cada dia muitas esperanças mas para muitos graduados a procura de emprego, depois da festa da graduação passa a ser um martírio constante que apenas uma ínfima parte acaba por conseguir superar.

Buscam emprego sem sucesso. Recorrem a tudo: anúncios públicos, pedem para estagiar, andam de porta em porta nas instituições públicas e empresas de todo o tipo. A resposta é quase sempre a mesma: “Ainda não temos vagas. Aguarde a nossa chamada”.

A nossa Reportagem, na sexta-feira última, durante a cerimónia de graduação, no pavilhão desportivo do Campus universitário da UEM ouviu os recém-graduados e de uma forma geral mostraram-se preocupados pelo facto de correrem o risco de desaprender o que tinham assimilado durante a formação, devido aos longos períodos de espera por emprego. Esta preocupação não é apenas desta leva de graduados. Os que os precederam andam desesperados e os que ainda estão em formação, também. De que vale estudar para depois o mercado de trabalho não estar capaz de os empregar? Começa a resumir-se nisso o drama de quem estuda para melhorar as suas vidas e depois sujeita-se a ver tudo perder-se.

Para Ana Jiana, formada em Sistemas de Informação Geográfica, “o mercado de emprego está cada vez mais fechado devido à concorrência existente”. “O mais preocupante”, segundo ela, “é também o facto de haver casos de nepotismo no mercado de emprego”. Acusa. Diz que “algumas vagas anunciadas já vêm direccionadas para alguns”. “E em consequência disso acaba não havendo oportunidade para nós que concorremos legalmente”.

“O nepotismo acaba influenciando. A má qualidade de serviços é a consequência. Muitas das vezes os favorecidos são pessoas com fraca habilidade profissional que ocupam cargos ou vagas apenas por favoritismo.” desabafou Ana Jiana. O dia era de alegria, mas as perspectivas frustrantes. É por este drama que passam todos os recém-graduados.

David Samson, formado em Ciências Biológicas, reclama. Diz que muitos anúncios públicos de vagas, exigem muitos anos de experiência. Considera este tipo de critério um exagero para exclusão. Acusa a maioria das empresas e instituições negarem até mesmo que o estudante entre para estagiar. “Não é possível o estudante ter anos de experiência se nem mesmo lugar para praticar ele tem. A experiência só vem com a prática. O pior é que temos tido dificuldades até mesmo para ter estágio nas empresas”, diz Samson.

Amélia Nhantumbo, outra graduada, reclama o facto do Governo nada ou pouco fazer para ajudar os jovens a criar auto-emprego. Segundo ela, os requisitos de acesso aos créditos bancários são muito exagerados para aquilo que são as reais condições e necessidades dos jovens estudantes que ainda procuram auto-sustento.


Apostar nos distritos

A proliferação de universidades  está a encher o mercado de graduados. O mercado de emprego no entanto não cresce. Tudo se está a tornar cada vez mais competitivo e renhido. Para escapar ao desemprego vêem-se agora os distritos como a única alternativa para novas oportunidades. Esta ideia é partilhada por muitos graduados. 

Em entrevistas com o Canalmoz na sexta-feira os recém-graduados mostraram-se preocupados com a falta de emprego nas cidades e admitem que nos distritos podem estar as alternativas. No entanto, revelaram à nossa Reportagem, que apesar da sua vontade de querer trabalhar num distrito, “muitos distritos ainda enfrentam problemas de falta de recursos, investimentos, energia, água potável, habitação, entre outros problemas que desincentivam os estudantes”.

O problema dos graduados pelas universidades que depois ficam sem emprego, está a crescer. O governo nada faz de concreto para que as condições melhorem. As empresas queixam-se da formação que as instituições de ensino proporcionam aos estudantes; queixam-se das capacidades do formados; queixam-se de que o ensino não tem qualidade; dizem que o ensino virou negócio que proporciona diplomas sem que estas correspondam verdadeiramente a conhecimento. Por seu turno as exigências iniciais dos recém-formados são muito elevadas para quem ainda está a querer começar a vida profissional. Entre queixas dos empregadores e queixas do diplomados cresce a bolha de indignados. (António Frades)


Agora termino este post com a seguinte pergunta:O Brasil é o Pais das Maravilhas pra quem?

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Postado por:ByPrila                     Fonte: NetMundo

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Espanhóis pioram currículo para concorrer a empregos (Parte-1)

Para aumentar suas chances de conseguir emprego, profissionais na Espanha estão escondendo qualificações em seus currículos, segundo uma pesquisa de consultorias e sindicatos.
Pesquisas anteriores diziam que um em cada dez espanhóis mentem nos seus currículos, no sentido de melhorar suas qualificações.


Mas a grave crise econômica que atinge o país com a maior taxa de desemprego da União Europeia (22,9%), está levando engenheiros, administradores de empresa, técnicos de informática e até ex-diretores a 'piorar' currículos em busca de empregos de baixa qualificação.


É o caso de José Ángel Silvano, economista. Em 2010 fechou sua própria empresa de logística e desde então não tem trabalho. Atualmente, no seu currículo consta pouco mais de "responsável, com iniciativa e experiência".
José Ángel Silvano: 'Tirei os cargos de direção, a graduação universitária e deixei só os idiomas e conhecimentos variados'


"Tirei os cargos de direção, a graduação universitária e deixei só os idiomas e conhecimentos variados para ver se assim encaixo em outros perfis. Para mim não é mentir, mas ocultar informação que possa dar imagens prejudiciais: que sou qualificado demais ou incapaz de cumprir postos considerados menores", contou ele à BBC Brasil.


O caso dele não é uma exceção. "Você se surpreenderia com a quantidade de universitários que estão procurando trabalhos em supermercados" afirmou à BBC Brasil, Martín Sanchez, estudante de Filosofia.


"Uma degradação absoluta", disse ele, membro do grupo Juventude Sem Futuro, que organiza protestos em Madri por causa da falta de perspectivas.


A cada dia, 10% dos desempregados lançam no mercado currículos profissionais ocultando dados, segundo a pesquisa das consultoras Adecco, Manpower e sindicatos Comissões Operárias e União Geral dos Trabalhadores (UGT) apresentada em janeiro.


A estratégia de mentir nas referências tem nome: Currículo B. Mas o fato de dar uma imagem pior é um fenômeno novo e que está aumentando, de acordo com os especialistas em Recursos Humanos.


"Mentir não costuma ser boa saída, nem para os que inflam, nem para os que ocultam", explicou à BBC Brasil a diretora de análise de mercado da UGT, Adela Carrión.


"Embora neste caso possa ser visto com uma opção de não dar mais detalhes do que o necessário. Uma adaptação do currículo aos requisitos específicos da oferta".


A pesquisa indica que a maioria dos que escondem dados é de profissionais experientes do setor de serviços que estão mais de um ano sem emprego e de universitários recém-formados com alto nível de qualificação.


A situação dos mais jovens traz à tona um contraste inusitado à realidade do mercado de trabalho espanhol. Essa mesma geração, dos nascidos a partir de 1980, é considerada a que teve menos oportunidades nos últimos 40 anos, é tida como a com o mais elevado grau de educação da história do país, segundo a Pesquisa Nacional de População Ativa.

Pelos dados oficiais, 39% dos espanhóis entre 25 e 35 anos tem diploma universitário, enquanto a média da U.E. é de 34%. Ao mesmo tempo a taxa de desemprego para este grupo na Espanha é de 48.7%.
Entre os qualificados que trabalham, 44% tem empregos abaixo do seu nível de formação.
Martín Sanchez: 'Você se surpreenderia com a quantidade de universitários que estão procurando trabalhos em supermercados'

Repercussões psicológicas

Para o catedrático em Economia Aplicada da Universidade Pompeu Fabra, José Montalvo, esta situação pode ter repercussões psicológicas nos trabalhadores.
"O perigo de que estes jovens tão qualificados permaneçam em empregos abaixo de seus padrões é que acabem aceitando isso como realidade. Psicologicamente se verão afetados, deixando de desenvolver estímulos e metas".
Os autores da pesquisa concordam. Desvalorizar os currículos "gera frustração a longo prazo" e se a empresa descobre o engano "se romperá a relação de confiança, porque fica claro que assim que o profissional encontrar uma oportunidade de acordo com sua formação, abandonará a empresa", diz o documento.
Uma solução pode ser emigrar. Além da alta taxa de desemprego, 37,7% dos jovens espanhóis têm contratos de trabalho temporários, média salarial de 800 euros (R$ 1.900) e 62% se dizem tão desmotivados que não veem futuro profissional no país.
Para o sociólogo Eusébio Megías, a questão é mais complexa porque "a crise modificou muitos conceitos".
"Um deles é que já não se procura o trabalho maravilhoso. Agora simplesmente o fim é encontrar um trabalho. E o horizonte do mercado já não é a sua própria cidade. Mas qualquer parte do mundo. Tudo está globalizado", concluiu.
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Nota: A realidade que se passa com os Espanhóis não é diferente da que vivemos aqui no Brasil.
O numero de pessoas com diplomas e sem empregos é alarmante.Tudo porque se vende a ideia de que você precisa crescer profissionalmente,ser alguém na vida,ter boa estrutura financeira.Não,não basta ser mais um na multidão,você precisa ser mais um com o tal do diferencial se não for assim a sociedade vai lhe tratar como um qualquer,pois o que vale é orgulhosamente dizer: Eu fiz Faculdade,só não tenho emprego!!!









sexta-feira, 30 de março de 2012

Como funciona a mídia


Um homem passeava tranquilamente no Central Park em Nova York quando, de repente, vê um cachorro raivoso prestes a atacar menina indefesa de sete anos de idade. Os curiosos olham, de longe, mas, atemorizados, nada fazem para defender a criança. 

O homem não pensou duas vezes e lançou-se sobre o pescoço do cachorro , tomando-lhe a garganta e após muita luta, matou o raivoso animal e salvou a vida da menina. 

Um policial que acompanhou tudo, maravilhado, aproximou-se e disse: 

– O Senhor é um herói. Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais a seguinte manchete: 

“Um valente nova-iorquino salva a vida de uma menina”. 

O homem respondeu: 

– Obrigado pelo elogio, mas eu não sou de Nova York. 

– Bom, disse o policial, então a manchete será: 

“Um valente americano salva a vida de uma menina”. 

– Mas é que eu tampouco sou americano, insiste o homem. 

– Bom, isso é o de menos. E de onde o senhor é então? 

-Sou palestino, respondeu o valente homem. 

No dia seguinte, os jornais publicam a notícia com a seguinte manchete: 

“Terrorista árabe massacra de maneira impiedosa um cachorro americano de raça diante de uma menina de sete anos que chorava aterrorizada”.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O terror diário israelense





Os canalhas dos principais meios de comunicação suprimem os relatórios sobre o terror diário do Estado israelense. A maioria dos americanos, e muitos outros, não podem imaginar o que os palestinos suportam.

Cada depravação imaginável está incluída. Tortura e assassinato são políticas de Estado. Então, são forçados à desapropriação, a violência como arma de escolha, a punição coletiva, o apartheid pior do que da África do Sul, isolamento, demolições de casas, roubo de terras, prisões em massa, estrangulamento econômico, e muito mais.

Regras dos princípios da lei são sistematicamente rejeitadas. Políticas estaduais ladras as ignoram. Mesmo os judeus enfrentam riscos. No entanto, palestinos e árabes israelenses vivem sob constantes ameaças, especialmente os habitantes da Gaza sitiada, voltados para o genocídio em câmera lenta.

Exceto nos campos de extermínio, Israel trata os árabes como os nazistas tratavam os judeus.

O mundo inteiro está assistindo, menos os líderes irresponsáveis. Sua cumplicidade permite que Israel continue o estado de terror com impunidade. Eles compartilham a culpa iguais em seus crimes.

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Postado por:ByPrila                  Fonte:Noticias Alternativas

Onipresente e invisível

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO

Da noite para o dia, valores e critérios explosivamente revolucionários, hostis aos sentimentos de quase toda a população, passaram a ser apresentados como se fossem a opinião majoritária e obrigatória, o padrão supremo da normalidade.
É evidente que isso não é jornalismo, é um teatro psicológico planejado para produzir mudanças comportamentais.

Ao ouvir dizer que vive numa "democracia", o cidadão comum imagina que, malgrado algumas tramas urdidas pelos políticos por trás das cortinas, o esquema de poder que domina a sociedade coincide com a estrutura visível das instituições e, em última instância, pode ser controlado mediante a pressão do clamor público ou o exercício do voto. 
Algum resíduo oculto, aqui e ali, será mais cedo ou mais tarde revelado pelos bravos jornalistas que destampam as latrinas e vasculham os esgotos, expondo os ladrões e conspiradores à luz do dia para que sofram as penas da lei. Não obstante falhas ocasionais, no conjunto o sistema, aerado pelos bons ventos da liberdade de imprensa, encarna os ideais iluministas da transparência e da racionalidade.     
Lamento informar que há pelo menos vinte anos esse sistema cessou de existir. O poder dos governos sobre as populações civis já é praticamente incontrolável, reduzindo cada vez mais a um mero formalismo jurídico a diferença entre democracia e ditadura. Não se trata de nenhuma “teoria da conspiração”. Conspirações existem, mas não são elas que produzem esse estado de coisas. Ao contrário, é ele que torna viável, hoje em dia, a criação de um governo global onipotente, imunizado contra qualquer tentativa de controle popular. O fenômeno resulta da convergência de três fatores: 
Primeiro: A complexidade crescente da administração pública, continuamente fortalecida pelos aportes da tecnologia e das ciências sociais, fornece aos governos instrumentos para implantar as medidas que bem desejem sem passar pelo controle legislativo e pelo debate público.
Das decisões fundamentais que alteraram a estrutura de poder no mundo nas últimas duas décadas, diluindo soberanias e transferindo a autoridade dos Estados para organismos internacionais, só uma parte ínfima chegou a ser matéria de discussão parlamentar, e a maioria nem sequer recebeu da mídia cobertura proporcional à vastidão das consequências políticas que produziu. 
Segundo: A progressiva concentração dos meios de comunicação nas mãos de reduzido número de grandes grupos econômicos íntimos do poder estatal, associada à tomada das redações por uma nova geração de jornalistas ideologicamente comprometidos, transformou jornais, revistas e canais de TV, de veículos de informação e debate, em agências de engenharia comportamental e controle político. 
A censura de notícias inconvenientes, a exclusão das opiniões divergentes, a promoção descarada dos ídolos da esquerda, a militância sistemática em favor dos objetivos propugnados pela revolução globalista tornaram-se quase que normas de redação. 
Da noite para o dia, valores e critérios explosivamente revolucionários, hostis aos sentimentos de quase toda a população, passaram a ser apresentados como se fossem a opinião majoritária e obrigatória, o padrão supremo da normalidade. Em todo o Ocidente não há, por exemplo, um só grande jornal ou canal de TV que não trate toda oposição às propostas gayzistas e abortistas como conduta aberrante e criminosa, dando a impressão de que os novos códigos de comportamento que se deseja implantar são consensos universais milenares, só rejeitados por fanáticos e doentes mentais. É evidente que isso não é jornalismo, é um teatro psicológico planejado para produzir mudanças comportamentais. É a engenharia da complacência.
Terceiro: a queda da URSS deixou desorientadas e órfãs as massas militantes por toda parte, liberando um enorme potencial humano que, não sabendo viver sem uma "causa social" que justifique sua existência, foi facilmente remanejado para servir, agora fartamente subsidiado pela elite financeira, sob as novas bandeiras da revolução global. 
Foi a vitória completa do fabianismo e do gramscismo sobre as versões mais arcaicas do movimento comunista. Com velocidade impressionante, as militâncias locais foram unificadas, criando, pela primeira vez na História, a possibilidade de mobilizações de massa quase instantâneas em escala mundial – a mais formidável máquina de pressão política e intimidação psicológica que o mundo já conheceu.
Sob o influxo desses três fatores, a velha democracia representativa tornou-se apenas a camuflagem jurídica e publicitária de novos esquemas de poder que a maioria dos cidadãos não compreende e em geral não conhece.        
Graças a isso, o avanço da tirania global é hoje tão rápido, tão intenso, que para registrar a sucessão diária dos fatos que o exemplificam, seria preciso um jornal inteiro, não este pobre comentário semanal. 
Não se passa um dia sem que se criem novas estruturas de poder, novos meios de controle social, novos instrumentos de manipulação psicológica destinados a ter um impacto brutal, não só na política e na economia, mas na vida privada e na mente de todos os seres humanos colocados sob a sua órbita. E esses fatos se desenrolam, quase todos, à margem da atenção pública, seja porque são produzidos por meios burocráticos discretos, contornando o debate, seja porque não chegam a ser noticiados, seja porque o são de maneira propositadamente deficiente, sumária e eufemística, de modo que somente uma fração mínima e inofensiva da população se dê conta do seu verdadeiro alcance e significado.      ____________________________________________________
Postado por:ByPrila                          Fonte:MSM


terça-feira, 27 de março de 2012

KNUT HAMSUN: UMA OPINIÃO DIVERGENTE

Se perguntarmos a 1000 pessoas qual a nota que dariam ao personagem histórico chamado ADOLF HITLER, certamente 999 responderão “0”. E ainda completarão com o epíteto MONSTRO, CARRASCO, DEMÔNIO! Sabem dar essa resposta, porque os jornais e os professores, os formadores da opinião pública, a ensinaram. Mas às vezes nos resta um depoimento de alguém que o conheceu e admirou. 
Cito o norueguês KNUT HAMSUN. Mês passado fez 60 anos que faleceu aos quase 93 anos. Filho de alfaiate da aldeia de Garmostraet, exerceu diversas atividades, viajou pelo mundo (conheceu e desprezou o american way of life). Em 1888 voltou à pátria para se dedicar à vasta obra literária que deixou. Não parou de viajar. Finlândia, Rússia, Turquia, Pérsia fizeram parte dos seus roteiros. Depois de uma união mal sucedida, casou com Marie Andersen, 22 anos mais jovem, autora de livros para crianças.

Em 1920 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Observou o renascimento do Reich alemão. Sentia-se espiritualmente ligado ao povo germânico, tanto que já em 1936 manifestou sua simpatia pelo Nasjonal Samling, partido norueguês de tendências nacionalsocialistas. Assim foi dos que em 1940 preferiram que a Noruega fosse ocupada pela Alemanha e não pelos britânicos, que se atrasaram por poucos dias.

Houve um encontro entre Hamsun e Hitler na residência deste, no Obersalzberg, durante o qual o ancião não deixou de criticar a política adotada por Hitler em relação aos judeus. Uma discordância que, apesar de não ter agradado ao anfitrião, não chegou a afetar o relacionamento entre as duas personalidades. Tanto que no dia 7 de maio de 1945, uma semana depois de Hitler ter se suicidado, os leitores do jornal Aftenposten puderam ler o seguinte necrológio inserido por Hamsun:

Eu não sou digno de elevar a voz sobre Adolf Hitler, mesmo porque sua vida e seus feitos não convidam a uma sentimental comoção.
Ele foi um guerreiro, um guerreiro pela humanidade e um proclamador do direito de todas as nações.
Ele foi uma figura reformadora de mais alto grau e seu destino histórico o obrigou a atuar em tempos incomensuravelmente cruéis, que afinal o abateram.
Assim Adolf Hitler será visto pelo europeu ocidental em geral, e nós, seus fieis seguidores, curvamo-nos face à sua morte.

Provavelmente o seu renome, até como Prêmio Nobel, livraram Hamsun de consequências piores. Mesmo assim o fizeram pagar caro. A multa “por danos causados ao estado norueguês” praticamente o levou à ruína. Foi declarado “psicologicamente debilitado” e submetido a tratamento involuntário. Apesar destas condições redigiu ele próprio sua extensa defesa e durante o processo que lhe moveram escreveu mais uma obra, esta de forte cunho autobiográfico, publicada em 1949.

Knut Hamsun foi ele próprio um guerreiro, sobretudo um com opinião própria.

Para encerrar não posso deixar de destacar um detalhe surpreendente, principalmente para nós paranaenses. O artista, autor da tela acima reproduzida, chamava-se Alfredo Andersen, chegou a radicar-se em Curitiba e é considerado o “Pai da Pintura Paranaense”.
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Postado por:ByPrila                      Fonte: Blog do Todter

quinta-feira, 15 de março de 2012

A Velha Contrabandista



Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.

Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
 

- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
 

A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: 


- É areia!
 

Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
 

Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
 

Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
 

- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
 

- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
 

- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
 

- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
 

- Juro - respondeu o fiscal.
 

- É lambreta.

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Postado por:ByPrila                     Fonte: Prezado...Cara Pálida

terça-feira, 13 de março de 2012

SERÁ QUE VOCÊ ESTÁ COLOCANDO SUA BOLSA NOS LUGARES CERTOS?

Querido leitor(a) o texto abaixo é um alerta principalmente para as mulheres que não dispensam uma bolsa.
Então vale ressaltar que este cuidado não deve ser restrito pois a muitas portas de entrada de vírus e bactérias da nossa casa!!!

BOLSAS

Você já notou que as mulheres colocam suas bolsas em pias e pisos de banheiros públicos e depois vão diretamente para suas mesas de jantar e colocam-nas sobre a mesa?

Nem sempre é o "alimento do restaurante" que provoca angústia no estômago. Às vezes, 'o que você não conhece vai feri-lo' !

Mamãe fica tão chateada quando os convidados chegam na porta e jogam suas bolsas no balcão onde ela cozinha ou prepara os pratos. Ela sempre disse que as bolsas são realmente sujas por causa de onde estiveram antes.

As mulheres carregam bolsas em todo lugar, do escritório a sanitários públicos, ao chão do carro. A maioria das mulheres não vive sem suas bolsas, mas você já parou para pensar onde vai sua bolsa durante o dia?



'Eu dirijo um ônibus escolar, por isso a minha costuma ficar no chão dele ", diz uma mulher. 'No piso do meu carro, e nos banheiros'. 

"Eu coloquei minha bolsa em carrinhos de compras e no chão do banheiro", diz outra mulher 'e, claro, na minha casa, que deveria ser limpo." 


Para descobrir se bolsas portam uma grande quantidade de bactérias, decidimos testá-las no Nelson Laboratories, em Salt Lake City , e, em seguida, partimos para testar a bolsa comum da mulher média. 



Acontece que bolsas são tão surpreendentemente sujas, que mesmo os microbiologistas que testaram ficaram chocados. 

A microbiologista Amy Karen, do Nelson Labs, diz que quase todas as bolsas que foram testadas não só apresentaram níveis elevados em bactérias, mas ricos em espécies de bactérias nocivas. Pseudomonas que podem causar infecções oculares, Aurous Staphylococcus que podem provocar infecções cutâneas graves e as salmonelas E-coli encontradas nas bolsas podem causar doenças sérias. Em uma amostragem quatro das cinco bolsas testou positivo para as salmonelas, e isso não é o pior. "Há coliformes fecais nas bolsas", diz Amy. 



Bolsas de couro ou vinil tendem a ser mais limpas do que bolsas de pano, e o estilo de vida parece desempenhar um papel. As pessoas com filhos tendem a ter bolsas mais sujas do que aquelas que não os tem. Com uma exceção, a bolsa de uma mulher solteira que frequentava boates tinha uma das piores contaminações de todas. "Algum tipo de fezes, ou, eventualmente, vômito", diz Amy. 

Assim, a moral desta história é que sua bolsa não vai matá-la, mas ela tem o potencial de fazer você ficar muito doente se você a mantiver em lugares onde você come. Use ganchos para pendurar sua bolsa em casa e banheiros, e não coloque-a em sua mesa, uma mesa de restaurante, ou em sua bancada de cozinha. Especialistas dizem que você deve pensar em sua bolsa da mesma forma que um par de sapatos. "Se você pensar em colocar um par de sapatos em sua bancada, que é a mesma coisa que você está fazendo quando você colocou sua bolsa sobre a bancada." 


Sua bolsa foi onde as pessoas antes andaram, sentaram, espirraram, tossiram, cuspiram, urinaram, defecaram, etc! Você realmente quer trazer tudo isso para casa com você? 
O microbiologista no Nelson Lab disse ainda que a limpeza de uma bolsa vai ajudar... 



Lave as bolsas de pano e use limpa-couro para limpar o fundo de bolsas de couro.
Suporte para bolsa
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Postado por: By Prila              Fonte: Blog Eu Mulher

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sabor da Burrice - Música de Tom Zé





"Veja que beleza
Em diversas cores
Veja que beleza
Em vários sabores
A burrice está na mesa
Ensinada nas escolas
Universidade e principalmente
Nas academias de louros e letras
Ela está presente
E já foi com muita honra
Doutorada honoris causa
Não tem preconceito ou ideologia
Anda na esquerda, anda na direita
Não tem hora, não escolhe causa
E nada rejeita
Refinada, poliglota
Ela é transmitida por jornais e rádios
Mas a consagração
Chegou com o advento da televisão
É amigo da beleza
Gente feia não tem direito
Conferindo rimas com fiel constância
Tu trazes em guarda
Toda concordância gramaticadora
Da língua portuguesa
Eterna defensora"