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sábado, 28 de setembro de 2013

O culto da incultura

Escrito por Cesar Alberto Ranquetat Júnior

 
Maman”, escultura da artista plástica Louise Bourgeois, feita em bronze e instalada na parte exterior do Museu Guggenheim Bilbao, na cidade de Bilbao, Espanha.


 Bárbaros intramuros… É mister apontá-los, e apontá-los até dentro de nós, porque em nossos momentos de fraqueza e desfalecimento somos bárbaros também. (Mário Ferreira dos Santos – A invasão vertical dos bárbaros).
 
Para além dos problemas sociais, econômicos e políticos que assolam a sociedade brasileira, talvez o mais grave seja a extrema e terrificante degradação cultural que impera nos mais diversos âmbitos da vida coletiva. É ela que está na raiz de nossas patologias e de nossa desordem social e política. Presenciamos o total aniquilamento da alta cultura. Dissemina-se por toda parte uma falsa cultura massificada, superficial, mero entretenimento e diversão que não eleva o espírito humano.

Somos bombardeados diariamente por programas televisivos mórbidos e vulgares, por músicas de péssima qualidade, assim como por revistas e jornais que estimulam, por meio de suas notícias e reportagens, os aspectos mais baixos, e perversos da existência. Além disso, no ambiente dito intelectual pululam as análises sociais e políticas superficiais, rasteiras e por demais ideologizadas. Pseudo-intelectuais, “filodoxos”, perdem-se no vício do abstratismo e do pedantismo, incapazes, assim, de examinar e compreender com clareza e objetividade a realidade de nosso tempo. Prolifera uma subliteratura marcada pela exploração de temáticas insípidas, medíocres, que exprime unicamente as dimensões mais abjetas e vis da personalidade humana.  No cinema e nas artes plásticas exalta-se o feio, o bizarro, o disforme e o grotesco.

Há algumas décadas, tínhamos nas ciências humanas e sociais intelectuais de peso como Gilberto Freyre e Sergio Buarque de Holanda. Na filosofia, Miguel Reale, Vicente Ferreira da Silva, Mário Ferreira dos Santos e Henrique de Lima Vaz. Na literatura Graciliano Ramos, Érico Veríssimo e tantos outros. Na poesia, Manuel Bandeira, Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade. No cinema, Glauber Rocha. Poderia citar aqui muitos outros artistas e pensadores de vulto. O fato é que hoje nossa cultura está esvaziada, empobrecida  e doente. Quem são atualmente nossos grandes escritores, intelectuais, poetas, cantores e artistas? Onde encontram-se os romancistas e artistas capazes de exprimir por meio da linguagem poética e ficcional o que há de belo e nobre na vida humana?

A cultura não é um ornamento, um mero adorno estético, a “cereja do bolo”, mas é ela a alma de uma sociedade, a bússola que orienta a vida dos indivíduos e das coletividades. Conforme a lição do filósofo Ortega y Gasset, a cultura é o plano da vida, o guia de caminhos pela selva da existência. É o conjunto de idéias, crenças e valores que salva do naufrágio vital, permitindo o homem viver sem que sua vida seja uma tragédia sem sentido. Uma sociedade ou um indivíduo inculto não vive uma vida plenamente humana, não vive uma vida significativa, apenas sobrevive satisfazendo suas necessidades físicas básicas. 

É a cultura que dá à vida individual e coletiva um sentido mais elevado, possibilitando que, não obstante nossas limitações, tenhamos acesso ao mundo das idéias, dos valores, das tradições e dos símbolos de conteúdo universal e supra-temporal.

Ora, é a cultura que refina a sensibilidade e a nossa visão do mundo, aperfeiçoa a mente e a imaginação, emancipando o homem do imediatismo. O homem dotado de cultura distancia-se do provincianismo, alça vôos mais altos, transcende os pontos de vista de seu tempo e de sua época. Entra em contato com um complexo de idéias perenes e imorredouras, com as “coisas permanentes” como asseverava o poeta e crítico literário T. S. Eliot. Conhecimentos permanentes que não são elucubração estéril, mas tesouros intelectuais que enriquecem e estruturam a personalidade humana, dando a ela maior amplitude, profundidade e densidade.

Precisamos nos libertar do culto da incultura, da valorização da fealdade, da exaltação do lado sombrio, irracional, mesquinho e sórdido da existência que vem devastando a sociedade brasileira. Caso não realizemos a indispensável e iminente tarefa de soerguimento cultural de nossa nação, condenaremos as próximas gerações à barbárie, a viver uma vida de zumbis, estupidificados e lobotomizados em decorrência de um ambiente social hostil à beleza e à verdade.

domingo, 30 de setembro de 2012

Voar...


Martin Luther King

Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a SIMPLES ARTE de vivermos junto como irmãos.













                                                                                                      


domingo, 2 de setembro de 2012

O Bicho

O poema abaixo retrata o cotidiano degradante do homem que atingiu o ápice da miséria,não por que ele quis mas por que a sociedade não lhe enxerga.
Quem nunca se deparou com uma cena como a descrita no texto de Manuel Bandeira?
 Lamentavelmente, esses fatos acontecem tão rotineiramente que muitos já nem se importam mais, pois a essência e a sensibilidade do ser humano quase não se nota .Envolvidos com os afazeres diários nem sobra tempo para olhar pro lado e percebe o ponto que chegamos num progresso desenfreado onde os fracos não tem vez.
Pri


O Bicho

“Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem”.

Manoel Bandeira

sábado, 1 de setembro de 2012

Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos.


           Luís Fernando Veríssimo
Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?

No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".
Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Será que você conhece o COLTAN?

Enquanto você está  feliz por adquirir uma nova tv de última geração,ou  aquele Smartfones  super -avançado ,já imaginou o sacrifício que é para adquirir a matéria prima destes produtos?sabia que lá no Congo milhares de pessoas trabalham arduamente para encontrar um dos minerais mais ricos que é necessário para a produção dos respectivos aparelhos eletrônicos que fazem a sua alegria?Seu nome é COLTAN.

Certamente não temos o poder de fazer com que  a estatística pare de crescer em torno da desgraça que paira sobre a vida destas pessoas,mas Na impossibilidade de um boicote total às empresas compradoras do coltan congolês, vale as pessoas tentarem comprar o mínimo possível de eletroeletrônicos portáteis, não é por que todos estão com o ultimo celular da moda que você precisa estar, se o seu ainda está em ótimo estado e em pleno funcionamento. Sai da fila do consumismo desenfreado e mostre que você é capaz de ser alguém que não segue padrões estabelecidos as custas da miséria de outro semelhante a você,que deveria estar usufruindo dos mesmo benefícios que você. Mas é claro que tudo isso é um sonho ,o que é um sonho realizado pra você é um pesadelo para eles.
Não seja mais um egoísta na multidão.

Pri

Coltan o Ouro Negro

Coltan é uma liga de metálica, união de columbita e tantalita. A liga tem ultrarresistência mecânica, térmica, eletromagmética e corrosiva.


Pode-se perceber que o Coltan é importantíssimo. Coltan é uma liga vital na tecnologia (pelo menos é isso que a indústria acha). A liga e seus derivados estão em nossos computadores, nossos smartphones, nossas TV de alta resolução. A minha e a sua diversão não seria possível sem a columbita, a tantalita, o nióbio.
Infelizmente uma das grandes fontes da liga metálica está num lugar destruído politicamente e socialmente. Essa tal região primeiro foi destruída pela colonização europeia. Na Conferência de Berlim, em 1884, amigos foram separados, inimigos históricos foram colocados no mesmo local, o povo foi escravizado, as riquezas foram roubadas. Como muita desgraça nunca vem sozinha, veio a Guerra Fria para acabar de vez com a região. União Soviética e os Estados Unidos da América financiavam golpes consecutivos feitos por qualquer um que não tivesse receito de guerra. Tudo feito em nome de suas ideologias. Quem achava que o que estava destruído por séculos de imperialismo não poderia ficar pior errou feio.
As grandes minas de Coltan estão em Ruanda, Uganda e principalmente na República Democrática do Congo, que de democrática não tem nada. As minas estão numa região onde há guerras, pobreza e desgraça desde quando as potências imperialistas tocaram nos pés na região.
Uma fonte de riquezas que poderia mudar a vida das pessoas realmente fez mudar tudo por lá. Todos devem saber que onde há riqueza, desestruturação social, ruína econômica e instabilidades políticas há uma avalanche de graves problemas. No Congo não é diferente e lá a guerra não é contra as Máquinas, mas em favor delas, em nome do lucro privado e para a manutenção do status de muitos no “ocidente civilizado”.
As minas de Coltan, as mesmas que financiaram a Segunda Guerra do Congo que ocorreu até 2003, onde mais 4 milhões de pessoas morreram, hoje serve de campo de trabalho escravo, de muito trabalho infantil e de violentos conflitos em busca do controle das minas que tem um valor estratégico maior que do ouro e diamante.

Celulares e computadores de sangue

Não bastasse a China e outros países asiáticos fabricar produtos tecnológicos a base de sangue da sua própria população, no Congo a coisa anda pelo mesmo caminho, e ainda pior.
Empresas como Intel, AMD, Motorola, HP, Dell, Sony, Lucent, Hitachi, Apple, Nokia e muito outras, compram o mineral da região congolesa. Nokia, inclusive, após o documentário dinamarquês “Sangue no celular” estrear em 2010, a empresa filandesa parceira da Microsoft tentou culpar seus fornecedores, fitando sua responsabilidade. A empresa, inclusive, não informa quais seus fornecedores em seu site oficial.
A falta de preocupação de empresas norte americanas e europeias com a humanidade ficou em um nível tão alarmantes que as críticas de alguns grupos de Direitos Humanos – que são chamados de chatos por muitos – estavam atrapalhando a imagem de dezenas de grupos corporativos. Intel, por exemplo, anunciou ano passado que Coltan, Tungstênio, Ouro e outros minerais que tem fornecedores nada éticos, iriam sair da linha de produção.
Apple falou a mesma coisa, na mesma época, mas seu iPhone 4S está cheio de Coltan, cheio de sangue, cheio de violência, de estupro, de humilhações, de homicídios em massa e baseado em trabalho infantil e escravo. Eles prometeram então que a empresa estaria livre de mineiras de sangue até 2013. Sera que vão cumprir?Isso eu duvido.

Fornecedores não ligam; fabricantes não ligam; você não liga


Homicídios, violência, estupros, escravidão, perda da dignidade humana é a base da tecnologia de hoje. Congo é só mais um exemplo de “os fins justificam os meios”.
Os fornecedores não ligam para as pessoas, mas apenas para o lucro; as empresas fabricantes fingem que não sabem de onde vem a matéria-prima, em nome dos constantes lucros; as pessoas não querem saber e não ligam de onde vem seus equipamentos, pois o status e o consumismo vem em primeiro lugar. O pior ainda acontece com quem liga, que nada pode fazer por culpa desse ciclo vicioso. Será que algum dia vamos poder comprar um equipamento eletrônico livre de mortes e atrocidades?Enquanto permanecermos anestesiados essa realidade não vai mudar.
Veja o Trailer Oficial do Documentário- Sangue no Celular (blood in the mobile)




Fonte:sinapseslivres

domingo, 5 de agosto de 2012

O Caminho da Vida

O Caminho da Vida



O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.



(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)











sábado, 9 de junho de 2012

"Cuidado com os burros motivados"

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. 


Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra.
Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (...) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs., R$ 25)


 Farto de semideuses,Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A melhor arma da sociedade é a alienação e a nossa melhor arma é a sabedoria.

A Luta Não Acabou
São milhões de pessoas gritando pelo mundo a fora, contra a alienação da humanidade, se libertem seja capazes de ver a realidade, diante de seus olhos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O Conhecimento não ocupa lugar

Será que não ocupa mesmo lugar?

Uma amiga à tempos desmentiu, dizendo, e bem: "O conhecimento ocupa lugar, sim - o lugar da ignorância."
Deu-me que pensar, pois ambas as afirmações estão corretas, mas cada uma com um sentido completamente diferente.

O conhecimento não ocupa lugar

O conhecimento é resultado de todas as experiências que temos na nossa vida, sejam elas triviais do nosso dia-a-dia, ou académicas. Sempre que nos debruçamos sobre um cenário novo, algum conhecimento surgirá, alguma experiência ganharemos. Mas é preciso estarmos mesmo sobre um novo cenário, pois caso contrário, podemos dizer que atuamos dentro da nossa zona de conforto - uma área abstrata delimitada pelo nosso conhecimento e da qual conhecemos as variáveis, ou a grande maioria delas e conseguimos ter controlo total ou parcial sobre a matéria em questão.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012



"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos e, esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta. Eduque, respeite e ame, esse último o mais que puder..."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte, pois o dia seguinte terá as suas próprias ansiedades. Basta a cada dia o seu próprio mal.

Lirios do Campo

“Por esta razão eu vos digo: Parai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer ou quanto a que haveis de beber, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. 

Não significa a alma mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário? 26 Observai atentamente as aves do céu, porque elas não semeiam nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celestial as alimenta. 

Não valeis vós mais do que elas? 27 Quem de vós, por estar ansioso, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? 28 Também no assunto do vestuário, por que estais ansiosos? 
Aprendei uma lição dos lírios do campo, como eles crescem; não labutam nem fiam; 29 mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestia como um destes. 30 Se Deus, pois, veste assim a vegetação do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá ele tanto mais a vós, ó vós os de pouca fé? 31 Portanto, nunca estejais ansiosos, dizendo: 

‘Que havemos de comer?’ ou: ‘Que havemos de beber?’ ou: ‘Que havemos de vestir?’ 32 Porque todas estas são as coisas pelas quais se empenham avidamente as nações. Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas.
 
33 “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas [outras] coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte, pois o dia seguinte terá as suas próprias ansiedades. Basta a cada dia o seu próprio mal.
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Postado por: ByPrila    Fonte: Biblia Sagrada

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O mito da igualdade

A verdade é que não existe tal coisa designada “igualdade”. Os seres humanos são diferentes, não são iguais. Posto isso, os seres humanos merecem, não um tratamento igual, mas um tratamento adaptado ás suas capacidades e valor para a sociedade.


“A pior forma de desigualdade é tentar tornar iguais coisas desiguais”– Aristóteles


Todas as épocas têm uma lenda fundada, um mito subjacente que reflete o Zeitgeist desse tempo. Aqueles, que como nós, vivem no Ocidente contemporâneo vivem na sombra do Mito da Igualdade.
As nossas instituições políticas e sociais funcionam a partir da premissa que todos os seres humanos são fundamentalmente iguais e que quaisquer reais desigualdades no mundo são, como tal, aberrantes, necessitando de uma emenda coerciva.

Contratações, despedimentos, admissão em Academias, e até os nossos próprios padrões de linguagem, tudo é ditado pelos princípios igualitaristas. Diviniza-se os campeões da igualdade como santos da racionalidade e demoniza-se os seus oponentes como ignorantes provincianos ou arruaceiros provocadores. Quais são então as raízes e resultados do Mito da Igualdade?


Igualdade: Origens de um Mito

Apesar da maneira como o Mito da Igualdade tem sido “embalado e vendido”, as suas origens são no mínimo surpreendentes. Não obstante, ser anunciado como um produto do racionalismo iluminista, e como a escolha “lógica” de todo o ser humano inteligente, o igualitarismo está enraizado não nas evidências científicas ou investigação racional, mas antes, na metafísica e teologia cristã. De fato, a realidade e ciência empíricas permanecem como pontos-chave embaraçosos para os pensadores igualitaristas, pois elas são reveladoras de que os seres humanos NÃO são iguais, antes pelo contrário, estes possuem amplas e distintas aptidões e capacidades.

A dura realidade é que alguns seres humanos são largamente mais capazes que outros, e desse modo, num sentido prático, são superiores em relação aos menos dotados. Em resultado disso, os igualitaristas são forçados a recorrer ao argumento essencialmente metafísico de que os seres humanos têm a mesma essência e valor “moral” ou “espiritual” e, posto isso, merecem um tratamento igual.

Esta pretensão está, com certeza, enraizada não numa observação racional, mas nas escrituras cristãs, derivando derradeiramente da noção de que todos os seres humanos são iguais perante Deus (cf. Gálatas 3:26-29, 10:34-35-17:26). Obviamente, isto assenta no disfarce racionalista, no qual os igualitaristas gostam de se encapotar (e explica o porquê da curiosa relutância dos mesmos em introduzir evidências empíricas nas suas posições, enquanto os nacionalistas e outros não-igualitaristas são capazes de defender as suas idéias com abundantes fatos estatísticos e empíricos).

Conseqüências sociais do Mito da Igualdade

Existem, sem dúvida, perigos inerentes à aceitação não-avaliada de mitos, e o Mito da Igualdade não é exceção. As ramificações do igualitarismo são manifestas e múltiplas.


1. O Mito da Igualdade penaliza os talentosos e conduz à sociedade da mediocracia. Os seres humanos mais capazes e mais dotados, são sistematicamente discriminados no intuito de beneficiar os mais ordinários (o sistema de quotas ou a affirmative action nos EUA [e no Brasil] são exemplos desse processo).

A excelência é olhada com suspeição e não é recompensada de todo. O resultado final é uma “igualdade” de mediocracia uniforme, uma situação que é ao mesmo tempo contra-produtiva (obviamente) e não-natural (a evolução favorece a diferenciação, hierarquia e o progresso das formas de vida mais elevadas).


2. O Mito da Igualdade conduz à degeneração dos valores e dos ideais. Honra, fidelidade e transcendência são virtudes aristocráticas (isto é, elas são virtudes de homens superiores), e, como tal, não têm lugar na sociedade dos “iguais”.

O resultado, não surpreendentemente, é a decadência social, lares e famílias destroçadas, crime, vícios, inveja, enfim, os frutos do igualitarismo. Mesmo a Arte é afetada pela mão maligna do igualitarismo, pois a sociedade igualitária direciona todas as suas energias na pacificação e divinização do “homem normal” (em termos matemáticos, o mais baixo denominador comum). O resultado é “arte” desprovida de sentido, destinada a chocar ou simplesmente a ornamentar. Tudo isto está travestido.


A verdade é que não existe tal coisa designada “igualdade”. Os seres humanos são diferentes, não são iguais. Posto isso, os seres humanos merecem, não um tratamento igual, mas um tratamento adaptado ás suas capacidades e valor para a sociedade. O perigoso e irracional Mito da Igualdade tem de ser rejeitado, pois ele não é mais do que um cancro social que devora a própria estrutura da sociedade civilizada.

Jon Smith
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Postado por:ByPrila      Fonte:Inacreditavel

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tchutchucas e tigrões

O que havia de melhor na nossa cultura e no nosso ensino foi morrendo de velhice e de tristeza.


ESCRITO POR PERCIVAL PUGGINA


 Alguém teve a feliz ideia de me mandar uma seleção de músicas populares brasileiras que, através dos tempos, exaltam a mulher. Nos anos 40, cantava-se que "a deusa da minha rua tem olhos onde a lua costuma se embriagar". Nos anos 50, "o teu balançado é mais que um poema; é a coisa mais linda que já vi passar". Nos anos 60, "nem mesmo o céu nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que meu amor, nem mais bonito". Hoje, a coisa está assim: "Tchutchuca vem aqui com teu tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão". Ou, então: "Pocotó, pocotó, pocotó, minha eguinha pocotó".  Ou ainda: "Hoje é festa lá no meu apê. Pode aparecer, vai rolar bunda lelê". E, para arrematar: "Eu sou o lobo mau, au au". "E o que você vai fazer? Vou te comer, vou te comer, vou te comer".
Sei que tem gente gostando. Sei que existem pedagogos deslumbrados com esses exercícios poéticos e libertários através dos quais se está realizando, com prodigalidade, o sonho de uma sociedade de cabeça fraca, destituída de juízo moral, bom gosto e senso crítico, pronta para ser levada pelo nariz para onde bem entenderem seus condutores. Não me perguntem como foi que nos tornamos assim. Minha resposta vai magoar muita gente porque isso não se instalou por geração espontânea. Isso foi espargido estrategicamente, por gente adulta, dedicada a destruir os valores de uma civilização, contando com a colaboração de pais omissos, professores instrumentalizados e religiosos mais interessados em ideologias do que na salvação das almas. O agente laranja que jogaram em cima da sociedade reduziu-a a galhos secos onde não se reconhecem os frutos da boa semente nem a existência de vida inteligente.
Que queiram fazer isso conosco é fácil entender. Os agentes do mal são astutos e insidiosos. Mas que nos deixemos levar para as profundezas da baixaria e do mau gosto, é incompreensível. Que os rapazes das danceterias se deliciem com as sugestões lascivas das letras e com a coisificação da mulher, reduzida à condição de instrumento de prazer, até se pode explicar, num contexto de libertinagem. Mas que as mulheres não se sintam ultrajadas e entrem na pista com prontidão e requebros de vaca para touro, isso fica alguns anos à frente da minha capacidade de compreensão.
"E daí?", talvez esteja se perguntando o leitor. Daí, meu caro, que o mau gosto e o deboche arruínam a dignidade da pessoa humana, afetam seu juízo moral, reduzem o discernimento e a capacidade de compreender a realidade. A superficialidade passa a presidir as ações e as relações sociais e a mente torna-se um disco rígido que vai reduzindo sua capacidade à proporção da minguada utilização que lhe é dada. Eis por que todos correm atrás de um diploma, mas poucos se preocupam em fazer jus a ele através do estudo. Queiramos ou não, a cultura tem um papel determinante nos padrões da vida social e a dedicação ao estudo cumpre função importante no progresso individual e social. O que havia de melhor na nossa cultura e no nosso ensino foi morrendo de velhice e de tristeza. Ou não?
As Tchutchucas e as eguinhas pocotós agasalharão entre seus quadris as futuras gerações de brasileiros. E não é difícil prever o que vem por aí, não é mesmo, Tigrão?
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Postado por:ByPrila             Fonte:MSM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Você faz parte da massa?

Por: Márcio Michel 

Quando eu digo a palavra 'massa' o que vem na sua mente? Na minha vem algumas coisas, primeiro eu lembro de todas as meninas que eu conheço que estão terrivelmente gordas(isso somente na mente delas) e que precisam desesperadamente fazer um regime, até que o primeiro brigadeiro traidor apareça em sua frente! 

Também penso numa deliciosa macarronada, uma das poucas coisas que me arrisco fazer na cozinha! Massa me faz lembrar de um ser chamado Felipe Massa, que não me faz tão feliz quanto o Airton Senna fazia, mas representa o Brasil, então vamos dar uma força pra ele, pra ele desistir...hauhauhau. 

Chega de palhaçada, isso que eu fiz, no Marketing, se tratando de marcas podemos chamar de 'top of mind' a primeira coisa que te vem a mente. 

Quer um teste? Responde rápido...
Refrigerante =
Sabão em pó =
Televisão = 

Se sua respostas foram Coca Cola, OMO e Globo, seja bem vindo a massa!
Tudo isso tem um porque, é o que vou tentar explicar…
A palavra massa pode ter muitos significados como:
1. Farinha diluída num líquido, formando pasta.
2. Mistura de água, areia e cimento ou cal. = ARGAMASSA
3. Corpo sólido, compacto.
4. Conjunto de uma obra de arquitetura.
5 Coeficiente de inércia de um corpo.
6. [Brasil, Informal]  Que é muito bom (ex.: esse livro é massa).
Mas para nóis o significado que interessa é este:
 7. Conjunto não delimitado de indivíduos considerados fora das estruturas sociais tradicionais e que constituem o objetivo sociocultural de certas atividades, como a publicidade, a cultura de massa, os ócios.
Isso ai em cima está quase chamando a pessoa que faz parte da massa de burro, quase, mas não é bem isso, simplesmente a massa não considera o “indivíduo” e sim um aglomerado de pessoas com o mesmo pensamento, gostos ou hábitos. 

E é por isso que eu não faço parte da massa! HAUhauah, vou fazer outro teste, neste momento uso peças de roupas da TNG, Venon, tênis da Puma e relógio Chilli Beans. E eu sou a única pessoa no mundo que usa essas marcas! É lógico que não, será que estou sendo influenciado? 

Para saber isso preciso entender o processo de Massificação:
Fenômeno pelo qual, numa sondagem, um número crescente de indivíduos apresentam um número cada vez maior de características ou de combinações de características comuns.
O processo de massificação produz nas pessoas quer elas percebam ou não características como:
-         um pensamento fabricado
-         ser guiado cegamente pela maioria
-         tomar a mesma forma
-         não ter individualidade, ser uma cópia
-         ser manipulado 

Num resumo, é isso que acontece: Mas como? Eu e você somos influenciados pela "cultura de massa" não entendeu? Já vai fazer sentido.

Cultura de massa = é o total de ideais, perspectivas, atitudes, imagens e outros fenômenos que são julgados como preferidos por um consenso informal. 

É o que todo mundo está vendo, ouvindo, fazendo ou até vestindo.
E se todo mundo faz, é porque todo mundo está recebendo a mesma informação,exemplo ao ouvir as mesmas musicas com letras sem sentido,ou de duplo sentido e sair a cantarolar por ai quem é o culpado?
São culpa das "mídias de massa" tipo TV, rádio, internet, revistas e outras, que produzem o que a Massa quer ver, ouvir, ter ou até mesmo quer SER. 

Porque será que você sabe me dizer exatamente o que e quem são esses que eu coloquei ai em cima? Reparou que eu não coloquei nenhuma explicação ou o nome de nenhuma personalidade! Pois é, somos influenciados. 

E isso tudo é bancado por marcas que conhecemos muito bem, e quanto mais a massa consome, mais as marcas pagam para ser vistas nos intervalos desses programas, ou para serem usadas por essas personalidades. 

Sim muito daquilo que somos estando ouvindo, vendo, comendo ou desejando porque somos atingidos por essas mídias de massa, se não bastasse isso ainda temos marcas pessoais que carregamos com nossa vida que definem qual comportamento ou escolhas fazemos. 

Pessoal vamos Acordar, não se deixem influenciar não sigam a Massa.
Não se vendam por um prato de lentilhas!

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Postado com algumas alterações por: ByPrila    Fonte: Guia-me

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Criança - A alma do negócio

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que umn adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.


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Postado por:ByPrila         Fonte:Blog Liberdade Mental

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ano Novo chegou! Mas será mesmo novo?


Mais um ano chega ao fim. E é engraçado como o suposto término de um período promove mudanças em nossas vidas. A cada dia 31 de dezembro, fazemos promessas disso e daquilo, decidimos o que será e o que não será mais feito e escolhemos o que queremos e não queremos mais a partir dali. E muito do que planejamos, fica apenas nas promessas.

Na verdade somos tomados por um suposto poder, um suposto controle de nossas vidas que realmente não temos. A vida é imprevisível e por mais projetos que traçamos, nunca sabemos ao certo se eles serão concretizados. Como muito se diz, a única coisa certa nessa vida é a morte. Mas, claro, a intenção de tentar sempre é nobre.

Não vejo a virada do ano como o fim ou o começo de algo. É claro que fomos educados em nossa cultura a comemorar uma nova etapa, mas devemos manter a consciência de que o dia seguinte, o dia primeiro de janeiro, não será diferente do dia 25 de outubro, ou do dia 16 de março, ou de 23 de abril, a não ser pelo fato de ser um feriado como outros tantos feriados. Pior neste ano porque cai num domingo.

Então por que deveria ser o começo de uma nova etapa da vida? Por que não fazer esse começo hoje ou dia 08 de agosto? Por que não tratar como "ano novo" o momento em que nos curamos de uma doença, nos recuperamos de um acidente, conseguimos um emprego melhor, nos casamos, perdoamos alguém ou temos um filho? A minha virada de ano, por exemplo, começou no último dia 14 de dezembro com o nascimento da Mariah.

Muitas pessoas esperam o primeiro de janeiro para perdoar alguém. Outros, para iniciar um novo projeto, para emagrecer, parar de fumar, voltar a estudar. Milhões esperam mudar hábitos, se tornar pessoas melhores. Outras milhares esperam o momento apenas para agradecer pelo ano que se foi. E me pergunto: por que esperar a virada do ano pra tudo isso? Esses deveriam ser exercícios diários de consciência.

De qualquer forma, o que importa é o que sentimos. A mudança do dia 31 de dezembro para primeiro de janeiro é mítica, mas se isso nos faz acreditar que tudo será diferente, então que seja. Façamos do dia primeiro o marco zero de uma nova era, mas jamais esqueçamos de ser humildes, altruístas, de perdoar, de adotar atitudes de bem, de sermos mais humanos também nos 364 dias seguintes.
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Postado por:ByPrila                  Fonte: Blog do Ogg Ibrahim

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O 'pecadinho' também leva a Morte

É muito comum nós, seres humanos, julgarmos tudo e todos. Até mesmo os nossos pecados! Nós utilizamos medidas e definições entre os nossos pequenos e grandes pecados. Quem nunca pensou assim: “Ah, mas Deus, eu só contei uma mentirinha e tive motivos, isso não é um pecado, é só um pecadinho. Olha a fulaninha, ela fez isso e aquilo outro, e ainda por cima contou uma MEGA mentira, isso sim é um pecado, ou melhor, um pecadão.
Mas na Verdade é hora de acordar...NÃO EXISTEM MEDIDAS PARA O PECADO!
Pois o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.(Romanos 6:23)